O acidente doméstico é aquele que ocorre no local onde habitamos: apartamento, casa térrea, sobrado de alvenaria ou mesmo de madeira, entre outros. O ambiente doméstico geralmente é constituído por: cozinha, lavanderia, despensa, banheiro, sala de refeições, sala de visitas, quartos, quintal, jardim, garagem e escadas.
O acidente doméstico é aquele que ocorre no local onde habitamos ou em seu entorno.
Tipos de habitação: apartamento, casa térrea, sobrado de alvenaria ou mesmo de madeira, entre outros.
O ambiente doméstico geralmente é constituído por: cozinha, lavanderia, despensa, banheiro, sala de refeições, sala de visitas, quartos, quintal, jardim, garagem e escadas. Ao se considerar apartamento, acrescenta-se escadas e elevadores.
Os locais de maior risco são: cozinha, banheiro, escada, quintal, sala e quarto.
Vários fatores podem estar relacionados a uma frequência maior de traumas dentro de casa: pequenas dimensões, iluminação deficiente, móveis ou objetos pontiagudos, piso escorregadio, tomadas elétricas sem proteção (ou mal protegidas), ausência de proteção para a criança, como corrimão na escada, passadeira deslizante, objetos que podem causar danos: martelo, serrote, alicate, furadeira, faca, espeto de churrasco, etc.
Fatores relacionados à ocorrência de acidentes:
Idade: quanto menor a idade, maior deve ser a vigilância das crianças, a educação para prevenção deve aumentar a medida de seu crescimento, mostrando os riscos e suas consequências. O papel dos pais é fundamental, ao servirem de exemplo e darem as orientações.
Escolaridade: as pessoas mais instruídas terão possibilidades maiores de prevenir os acidentes, assim como cuidar da primeira assistência.
Ambiente físico: casas em mau estado de conservação, pequenas, mal situadas, cômodos pequenos, cozinhas apertadas, também pequenas, com mau estado da fiação, da tubulação, do gás, podem facilitar os acidentes.
Para cada um dos cômodos do ambiente doméstico, dadas as suas peculiaridades, ocorrem alguns acidentes com maior frequência. São considerados os locais de acidentes mais frequentes, por ordem decrescente: cozinha, banheiro, corredor, escada, quarto e sala.
É importante analisar, do ponto de vista da segurança, todos os cômodos em separado do ambiente doméstico:
Cozinha
É o lugar mais perigoso para a criança porque é nela que ocorre a maioria das queimaduras, lesões cortantes, lacerações e intoxicações, entre outros acidentes Principais medidas de segurança na cozinha:
O bujão de gás deve estar do lado de fora.
Tomadas elétricas devem estar protegidas e fios presos e recolhidos.
Materiais de limpeza devem estar em suas embalagens originais e fora do alcance das crianças, em armários altos e trancados.
Utilizar os queimadores (bocas) do fogão de trás, cabos de panela devem estar virados para dentro e para trás.
Objetos cortantes devem ficar fora do alcance das crianças (facas, garfos, pratos e copos de vidro, saca rolhas, espetos), em gavetas e armários com travas.
Banheiro:
É o segundo lugar mais perigoso da casa. Principais medidas de segurança:
Armários contendo cosméticos, medicamentos, aparelhos elétricos devem ser mantidos trancados e longe do alcance das crianças.
Evitar deixar o piso molhado e usar tapetes antiderrapantes.
Controlar o aquecedor se for a gás (manutenções periódicas), manter o banheiro bem ventilado.
Não usar chave para ligar o chuveiro, se for elétrico. O indicado são disjuntores de 20 ou 30 Watts.
A fiação deve estar em bom estado e presa no alto, as tomadas elétricas devem estar protegidas, aparelhos elétricos não devem ser mantidos nas tomadas ou ligados após o uso.
As tampas dos vasos sanitários devem ser mantidas fechadas e travadas.
Quarto das crianças:
Devem ter camas com largura de 80 cm a 1 metro com proteções laterais e os espaços entre as grades devem ser de 5 a 7 cm para evitar que as crianças prendam a cabeça.
Cuidados semelhantes com os beliches.
Os móveis não devem ter cantos pontiagudos, mas arredondados para evitar lesões nas crianças.
Brinquedos devem ser guardados em ordem para evitar quedas.
Cobertores e lençóis devem ser presos no pé da cama, para evitar asfixia.
Janelas devem ter redes de proteção e não ter nenhum móvel embaixo para evitar quedas.
Tomadas devem ter protetores e deve-se evitar TV e abajures em quarto de crianças pequenas.
Quarto do casal:
Não se deve fumar na cama, evitando risco de incêndio.
Janelas devem ter redes de proteção e não ter nenhum móvel embaixo para evitar quedas.
Tomadas devem ter protetores, os fios devem ser curtos e fora de alcance de crianças e as TVs e outros aparelhos colocados sobre móveis firmes e estáveis, evitar usar a mesma tomada para dois ou mais aparelhos elétricos. evitando risco de choques, traumas ou incêndio.
Medicamentos, perfumes e cosméticos devem ser guardados em armário alto e trancados, para evitar intoxicações.
Bolinhas de naftalina não devem ser utilizadas, por risco de intoxicação.
Sala de estar:
Aparelhos eletrônicos devem ser mantidos fora do alcance das crianças, com fios curtos e presos, evitando o risco de choque elétrico ou queimaduras.
Janelas devem ter redes de proteção e não ter nenhum móvel embaixo para evitar quedas.
Bebidas alcoólicas devem ser acondicionadas em armário alto e trancado para evitar intoxicações.
Fósforos e isqueiros também devem ser guardados em armários altos e trancados evitando risco de incêndio.
Móveis devem ter pontas rombas, evitando risco de ferimentos.
A sala deve estar arrumada e em ordem e as escadas devem ter cancelas para evitar quedas.
Telefone de fácil acesso para pedir socorro em caso de necessidade.
Plantas ornamentais e portas de vidro devem ser evitadas ou sinalizadas para evitar intoxicações ou traumas.
Cortinas não devem ter puxadores para evitar enforcamento.
Corredores e escadas:
Manter iluminação clara e constante e com piso adequado, anti derrapante, sem tapetes ou objetos que atrapalhem a circulação, evitando risco de quedas.
Acidentes mais frequentes de acordo com as idades são:
- 0 a 1 ano: quedas (trocador, cama, colo), asfixia, sufocação, aspiração de corpos estranhos, intoxicações, queimaduras (água quente, cigarro).
- 2 a 4 anos: quedas, asfixia, sufocação, afogamentos, intoxicações, choques elétricos, traumas.
- 5 a 9 anos: quedas, atropelamentos, queimaduras, afogamentos, choques elétricos, intoxicações, traumas.
- 10 a 19 anos: quedas, atropelamentos, afogamentos, choques elétricos, intoxicações, traumas.
O tema dos acidentes é um problema de saúde pública, nem sempre bem cuidado como outros e a prevenção de suas ocorrências deveria ser de conhecimento de todos os profissionais, assim como de todas as famílias, para que mais tarde os familiares possam transmitir seus conhecimentos com exemplos dados pelos pais/responsáveis à criança sob sua tutela.
As redes de proteção em todas as janelas e varandas, são essenciais para evitar acidentes com quedas.
